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O Hierofante – Tarô Mitológico

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O Hierofante – Tarô Mitológico

 

 

No Tarô Mitológico criado por Liz Greene e Juliet Sharman – Burke, a carta do Papa foi representada por Quíron e denominada o Hierofante, nome também usado no Tarô Egípcio da Kier em relação ao quinto Arcano Maior.
O centauro foi educado por Apolo, o deus – sol e Ártemis – deusa – lua, e em virtude de sua sabedoria e profunda espiritualidade, foi sagrado reis dos centauros e recebeu a incumbência de ensinar a todos os jovens príncipes das famílias reais gregas, os valores espirituais e o respeito as leis divinas, antes mesmo de serem inciados nas artes marciais ou governamentais.
Quíron, no Tarô Mitológico representa a parte do ser humano que se eleva as questões do espírito para compreender aquilo que Deus deseja de nós. Ele simboliza o mestre espiritual dentro de cada um de nós, o intermediário que estabelece a ligação entre a consciência terrena e o conhecimento intuitivo da lei divina.
Quíron não simboliza qualquer sistema religioso ortodoxo. Ele é uma criatura selvagem, metade homem, metade animal e seu templo não foi construído pelos homens, mas pela natureza – uma caverna na montanha. Dessa forma, a lei espiritual que Quíron nos transmite não é coletiva e sim uma lei individual que o homem só poderá encontrar na relação que estabelece com o seu próprio mestre interior.
Quíron, o Hierofante representa a parte ferida dentro de nós, aquela parte , simbolizada por algum problema insolúvel ou qualquer outra limitação que nos torna benevolentes e cheios de compaixão com aqueles que nos cercam, pois, podemos entender – lhes o sofrimento. Se não experimentássemos a dor, talvez não tivéssemos a capacidade para a bondade. O verdadeiro mestre está sempre aberto as dores do mundo porque ele também sofre. A figura de Quíron vem nos contar sobre o valor das inúmeras limitações das feridas dentro de nós, que embora nos causem sofrimento na vida cotidiana, de alguma forma nos levam a questionar e a abrir caminho para um entendimento maior a respeito das leis da vida. O paradoxo vem na forma do próprio Centauro, pois, sendo metade deus e metade cavalo, ele tem a capacidade de compartilhar tanto o instinto como o espírito, contendo a dualidade própria da condição humana. Nunca seremos totalmente animais e tampouco conseguiremos ser completamente divinos, mas sempre uma mistura dos dois, pois estamos aqui para aprender a conviver com as duas partes. Dessa mistura vem a sabedoria do Centauro, que compartilha do conhecimento de Deus, bem como do conhecimento das leis naturais.

Imagem e texto – O Hierofante – Tarô Mitológico – Juliet Sharman – Burke e Liz Greene.

http://www.verachrystina.com.br/

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