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Astrologia e Shakespeare

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Categoria: astrologia, Blog, Symbolon Tags: , , Data: março 29, 2019

Astrologia e Shakespeare

 

Shakespeare citou a astrologia em suas obras. No século XVl, a alquimia, a astrologia, o hermetismo faziam parte do conhecimento. Aristocratas, filósofos, artistas e também as classes mais baixas interessavam-se pelo assunto.

Um exemplo: Em Rei Lear , ele escreve:

Os recentes eclipses do sol e da lua não nos prenunciam bem; embora a filosofia natural possa explicá-lo de um modo ou de outro , mesmo assim a natureza se sente castigada pelo que acontece. O amor esfria, a amizadedecai , irmãos separam-se. Nas cidades motins , nos países discórdias , nos palácios traições e se quebra a relação que há entre pais e filhos.

São as estrelas.
As estrelas que nos governam – Rei Lear

Saturno e Vênus em conjunção este ano. O que diz o almanaque sobre isso? – Henrique IV

O próprio céu, os astros e este mundo
Observam grau, prioridade, escala
E curso e proporção , forma e rodízio
Comando e posto, em toda a linhagem de ordem
Em consequência, vede o sol planeta
Posto em nobre destaque em sua esfera,
Em meio aos outros , cujo olhar propício
Corrige os erros dos planetas maus
E domina e comando como um rei
Sem por limite entre o bem e o mal.
Mas quando os astros entram em desordem,
que pragas, que presságios, que motins,
Que revoltas no mar, tremor na terra,
Tempestades nos ventos, medos, horrores,
Perturbam, quebram, rasgam as raízes,
da unidade e calma dos Estados.
Se acaso se destrói a hierarquia,
Que é a escalada de todo alto desígnio,
Toda a empresa se abala. Como podem
Classes de escolas ou comunidades,
Pacífico comércio entre as cidades, 
A primogenitura e nascimento,
Prerrogativas, cetros e coroas,
Senão por graus manterem-se onde merecem?
Removam-se esses graus , falhe essa nota, 
E vejam que discórdia! As coisas
Entram em conflito gratuito, as águas soltas, 
Erguendo-se mais altas que as praias,
Tomam em lama todo o globo sólido;
O mundo entrega-se a imbecilidade,
E o rude filho mata o pai.
Seria a força o certo: o certo e o errado,
De cujas forças a justiça nasce,
Perderiam o nome com a justiça.
Então, tudo se enquadra no poder,
O poder na vontade e apetite;
E o apetite, – lobo universal –
Baseado no poder e na vontade,
Terá com a força o mundo como presa,
E acabará comendo a si mesmo.

Tróilo e Créssida

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